domingo, 19 de março de 2017

Um post sobre Moonlight

E sobre como esse filme é importante.

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Eu ia começar falando sobre o Oscar (mas todo mundo já sabe o que aconteceu), ou sobre minha mais nova paixão Mahershala Ali (que já é super conhecido, só não era por mim, aparentemente), mas acho que o que mais importa mesmo é você sentar e assistir.

Moonlight - Sob a Luz do Luar, subtítulo aqui do Brasil, é baseado na peça não publicada In Moonlight Black Boys Look Blue (QUE NOME) de Tarell Alvin McCraney, adaptada e dirigida por Barry Jenkins. O filme é um clássico coming-of-age, acompanhando o crescimento de Chiron da infância à vida adulta, com dificuldades, conflitos, escolhas, e muitas vezes falta delas. Importante ressaltar: boa parte da história é autobiográfica, e, automaticamente, real.


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É por isso que comecei dizendo que Moonlight é um filme é importante. Por mais que se passe num subúrbio de Miami, basta você olhar fora da caixa - ou da janela - pra perceber que os problemas e desigualdades mostradas tão escancaradamente sutis pelo filme não acontecem somente lá. Também estão do seu lado. Quando Little pergunta para Juan o que faggot significa; quando querem saber de Chiron quem foi que o agrediu; quando Black considera para onde suas escolhas o levaram; tudo nos deixa com o sentimento de que crescer não é uma tarefa fácil, ainda mais numa condição que não te oferece perspectiva de mudança. Em muitos momentos, é um filme que te deixa assustado com o sentimento de falta de esperança, mas mesmo coisas dolorosas são mostradas com uma delicadeza na forma de contar a história que não tem como não se apaixonar pelo filme como um todo.

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Assisti a três dos filmes indicados ao Oscar desse ano, que mais me interessavam principalmente - La La Land e Arrival, além de Moonlight; todo ano a mesma história: me enrolo pra me organizar e chego no dia tendo visto só uma pequena parte - e na hora que vi Moonlight ele se tornou meu preferido disparado. A indicação de Naomie Harris ao prêmio de atriz coadjuvante foi extremamente merecida (mas não estou triste por ela não ter ganho pois né, mesmo não tendo vendo Fences ainda Viola Davis segue no posto de Rainha do Mundo), e Juan me fez uma torcedora ferrenha pro prêmio para o Mahershala, que saiu, para minha felicidade.

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Não foi pouco o que chorei assistindo haha, e vou seguir dizendo pra todo mundo: mais que visualmente lindo, com uma competentíssima direção, um soberbo roteiro e atuações memoráveis, Moonlight é um filme necessário. Espero ter atiçado em quem leu a vontade de assistir. O filme ainda está nos cinemas e, para felicidade geral da nação, a Netflix já anunciou que estará disponível para eles a partir de maio desse ano. <3

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